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A importância dos plantios florestais comerciais para a preservação da floresta Amazônica

 

Muito se tem discutido sobre estratégias de preservação da floresta Amazônica. Dispositivos legais, políticas públicas, projetos em parceria com a sociedade civil e mesmo esforços internacionais tem sido somados com o intuito de se garantir a sua conservação.

Em que pese a importância de sua rica biodiversidade, não se pode negar a existência de um mercado madeireiro em franca expansão mundial, com crescente valorização de madeiras nobres. Não se vislumbra, em curto prazo, nenhum produto que substitua a madeira, configurando, portanto, uma realidade desafiadora no tocante ao abastecimento desse mercado de forma sustentável.

Nesse cenário, a opção pelas florestas comerciais se apresenta como solução ímpar, capaz de atender à demanda instalada, ao mesmo tempo em que promove impacto ambiental mínimo, através da implementação de manejo florestal apropriado.

O plantio comercial executado com gestão estratégica traz inúmeros benefícios à região em que é feito, bem como à coletividade, com reflexos diretos sobre a floresta Amazônica. Estudos confirmam que para cada árvore comercial plantada, cerca de 40 árvores nativas podem ser poupadas. O aproveitamento da árvore originalmente destinada ao comércio é muito superior ao aproveitamento conseguido pelo mero extrativismo, que ceifa muitos indivíduos de baixo valor comercial, porém ricos em importância biológica, enquanto se avança em busca de árvores melhores.

Da mesma forma, cada hectare de floresta comercial produz em média cerca de 250-300 m3 de madeira serrada de boa qualidade, ao passo que a extração de 1 hectare de floresta nativa resulta em média em apenas 4-5 m3 de madeira rentável. A lucratividade obtida com os plantios planejados não só é extremamente superior ao extrativismo como proporciona inegáveis vantagens de cunho ambiental e socioeconômico.

Apenas para exemplificar podemos elencar o impacto positivo no ciclo das águas, já que a floresta amazônica devidamente preservada contribui para a correta evapotranspiração, ciclo esse que exerce importantes efeitos na umidade e índices pluviométricos das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país.

Além disso, os plantios comerciais de florestas também impactam de forma positiva no reabastecimento dos aquíferos onde são instalados. É importante frisar que a raiz da árvore do mogno africano, como exemplo, é pivotante, logo facilita a entrada de água nos lençóis freáticos. Uma árvore de raiz pivotante consome apenas 10 % da água que penetra através de suas raízes. Todo o restante abastece nossas águas subterrâneas.

Ainda tem o efeito facilitador de recuperação de ecossistemas, de reabilitação de áreas degradadas, de captação de CO2, principal gás responsável pelo efeito estufa, a geração de empregos diretos e indiretos, além da geração de divisas e tributos ao país podem ser citados como resultados atrelados aos plantios florestais comerciais.

A floresta Amazônica, em toda a sua magnitude, pode manter-se a salvo do extrativismo predatório desde que o manejo florestal racional seja executado com responsabilidade e sustentabilidade por quem entende de plantios comerciais.

 
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