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Expansão do plantio florestal comercial para se evitar apagão florestal de madeira legal – Perspectivas atuais.

 

O que é o apagão florestal? No cerne desse questionamento está a lógica real de se investir em madeiras nobres. O apagão florestal é simplesmente a incapacidade das florestas atuais nacionais e globais de produzirem madeira de qualidade para a demanda mundial deste produto. Seria o esgotamento de nossas fontes de madeira atuais, com aumento drástico da falta dessa matéria-prima tão relevante.

Atualmente as reservas extrativistas do mundo inteiro já não conseguem mais produzir madeira de forma adequada e sustentável para o consumo. Esses números são cada vez mais divergentes, e o resultado dessa equação será um déficit gigante da matéria-prima MADEIRA nos próximos anos, levando a sérios problemas de abastecimento.

No Brasil a situação não é diferente. A produção de madeira nativa da Amazônia em áreas privadas segue em queda e se mantiver o ritmo dos últimos anos, em duas décadas deve chegar a 5 milhões de metros cúbicos, quando a demanda nacional deve ser de 21 milhões de metros cúbicos, em uma perspectiva bastante conservadora.

Uma publicação elaborada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) mostra que para ampliar a produção legal e sustentável será necessário disponibilizar áreas para manejo e cultivo de florestas comerciais privadas.

Segundo dados do SFB estima-se que seriam necessários o plantio de 36 milhões de hectares, em um ciclo de 30 anos, para gerar 21 milhões de metros cúbicos anuais de madeira para o mercado. A produção atual de madeira no País está em torno de 14 milhões, segundo o mesmo estudo do SFB (dez/2016).

O SFB (órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente) oferece uma perspectiva da demanda e da oferta de madeira de florestas nativas para nos anteciparmos a um problema de escassez, como o que já aconteceu recentemente no setor energético. No caso florestal, existe uma demanda que vem do mercado e precisamos saber de onde vai sair a oferta de madeira para que venha de fontes legais e sustentáveis.

O mercado para madeira segue aquecido em todo o mundo, puxado pelo crescimento da economia na Ásia e por programas de infraestrutura. A produção em áreas extrativistas privadas, porém, tende a decrescer devido ao aumento da fiscalização, dificuldade de expansão em função dos problemas fundiários, além da pressão pública pela conservação da floresta tropicais, principalmente a amazônica.

Esse panorama coloca as florestas comerciais privadas como uma das principais fontes de madeira legal nas próximas décadas, além de criar empregos, aumentar a renda e a criação de negócios, fomentando a indústria e o recolhimento de impostos em todos os níveis. As florestas comerciais privadas ocupam um papel especial, até mesmo essencial, pois o potencial produtivo dessas áreas torna-se muito superior às reservas extrativistas.

Como exemplo claro da afirmação acima, temos que um hectare de floresta amazônica tem o potencial de gerar algo em torno de 5 a 7 m3 de madeira nobre, destruindo uma quantidade enorme de biodiversidade e de árvores não comerciais. Um hectare de mogno africano pode gerar entre 250 a 300 m3 de madeira nobre, com pouquíssimo impacto ambiental e de grande valor agregado.

A conta da produção florestal só fecha, portanto, caso haja a implantação anual de três milhões de hectares de florestas comerciais, fato que não vem ocorrendo e que não vem sendo devidamente cuidado pelo poder público. O Brasil corre o risco de se tornar um país importador de madeira nos próximos 20 anos!!!

A implantação dessas áreas tem ainda importante papel para o sequestro das emissões de gases do efeito estufa. Segundo o anuário do SFB, a destinação de 36 milhões de hectares para a produção florestal reduziria drasticamente o desmatamento florestal da Amazônia, sendo que haveria a captação de 20% da emissão anual do mundo de CO2. Além disso traria a regularização do ciclo de chuvas para o Centro-Oeste e Sudeste do país, além da redução do mercado ilegal de terras.

A sustentabilidade do mercado de florestas comerciais já é largamente conhecida, o que gera ações para a modernização da indústria relacionada às florestas e madeiras, além de captar investidores, com a disponibilização de instrumentos de incentivos econômicos.

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